Compare cerca elétrica e cerca convencional e entenda como o prazo de instalação interfere no manejo, na produção e no retorno da fazenda.
Ao comparar cerca elétrica e cerca convencional, é comum começar pelo preço: quanto custa o material, a mão de obra e o quilômetro instalado?
Essa conta importa. Mas ela deixa de fora algo que pode custar muito mais para a fazenda: o tempo.
Se uma divisão de pastagem demora dois anos para ficar pronta, a fazenda também espera dois anos para usar todo o sistema. O pastejo rotacionado não começa, o manejo não avança e parte do potencial produtivo da área continua parado.
Por isso, a comparação não deve considerar apenas quanto custa instalar a cerca. Precisa considerar quando ela estará pronta para começar a dar retorno.
A cerca convencional pode levar muito tempo para ser concluída (principalmente em projetos grandes). A estrutura exige mais mourões, mais operações e uma execução que costuma avançar aos poucos.
A cerca elétrica rural, quando tem projeto e equipe especializada, permite que a divisão da fazenda seja feita com muito mais velocidade.
Em um projeto de aproximadamente 100 quilômetros, por exemplo, a estimativa de execução com cerca convencional era de dois anos. Com a cerca elétrica, esse prazo caiu para cerca de 90 dias.
Não são apenas 21 meses a menos de obra. São 21 meses em que os piquetes já podem estar funcionando, o pasto pode ser manejado e a área pode estar produzindo.
Enquanto a cerca não fica pronta, a fazenda precisa adaptar a operação. Dependendo da obra, pode ser necessário reduzir a lotação, deslocar lotes ou até vender animais.
Imagine vender o gado hoje e tentar recomprá-lo dois anos depois. O preço pode ter mudado, o ciclo da pecuária pode ser outro e talvez não seja possível recompor o rebanho nas mesmas condições.
Além disso, a fazenda deixa de aproveitar a divisão de pastagem durante todo esse período. Adia o descanso dos piquetes, o ajuste da lotação, a recuperação do pasto e o aumento da produção por hectare.
Esse resultado que deixou de ser produzido também é custo, mesmo que não apareça no orçamento da cerca.
Dependendo da região, do terreno e do padrão da instalação, a cerca elétrica pode custar de 30% a 50% menos que uma cerca convencional.
Essa diferença varia de uma fazenda para outra. Ainda assim, o principal ganho pode estar na rapidez com que a estrutura entra em uso.
Uma cerca elétrica instalada em 90 ou 120 dias permite começar o pastejo rotacionado enquanto uma obra convencional de grande porte ainda estaria no início.
A partir daí, o pecuarista já consegue organizar os lotes, controlar o tempo de ocupação, respeitar o descanso do pasto e aproveitar melhor a mesma área.
O retorno começa mais cedo porque a cerca começa a trabalhar mais cedo.
Cerca elétrica rural não é sinônimo de estrutura fraca ou improvisada.
O choque ajuda a conter os animais, mas os materiais precisam ser resistentes e a instalação deve seguir um padrão. Fios, estacas, isoladores, porteiras, aterramento e eletrificador precisam funcionar como um sistema.
Quando a cerca elétrica é feita com material ruim ou sem planejamento, aparecem as falhas, o retrabalho e a manutenção constante.
Por isso, escolher apenas pelo menor preço pode sair caro. A economia feita no material ou na mão de obra pode voltar em forma de cerca sem choque, animais fora do piquete, perda de tempo e manejo comprometido.
Uma equipe especializada não chega à fazenda apenas para esticar arame. Ela precisa entender o projeto, localizar as divisões, manter o padrão e entregar uma estrutura pronta para ser usada.
Isso dá ao pecuarista mais segurança para cuidar das outras decisões da propriedade, sabendo quando a instalação terminará e quando o novo manejo poderá começar.
Também facilita a manutenção futura. Quando toda a cerca segue o mesmo padrão, a própria equipe da fazenda consegue entender melhor o sistema e identificar possíveis problemas.
Antes de escolher entre cerca elétrica e cerca convencional, coloque na conta:
o investimento total;
o prazo de instalação;
o impacto da obra sobre o rebanho;
quando os piquetes poderão ser usados;
a qualidade e a durabilidade da estrutura;
o custo de manutenção;
o tempo necessário para o investimento começar a retornar.
Às vezes, a opção com o menor preço inicial não é a que custa menos para a fazenda.
Na pecuária, tempo também é produção. Uma cerca bem planejada, instalada com velocidade e entregue funcionando permite que a divisão de pastagem comece a gerar resultado muito antes.
Para aprofundar essa comparação, assista ao vídeo completo no final deste artigo.
Quer planejar ou executar a divisão de pastagem da sua fazenda? Fale com a equipe da Choque Bruto.
Pensou em cerca elétrica, pensou Choque Bruto.
Entenda como o pastejo em faixas, as trocas frequentes de piquete e a cerca elétrica rural ajudam a aproveitar melhor a...
Ler mais
A gestão eficiente de uma propriedade rural é essencial para maximizar a produtividade e a rentabilidade. Um dos...
Ler mais
Essa decisão exige uma análise criteriosa e conhecimento técnico — e foi justamente sobre isso que falamos em um dos...
Ler mais
Seu Orçamento de Cerca Elétrica, Calculado do Jeito Certo.
Mais animais por área, menos custo por arroba e retorno mais rápido do investimento.